sábado, 22 de agosto de 2015

NÃO BASTA SER ÉTICO, TEM QUE SER ESTÉTICO: UM JARDIM COMESTÍVEL E FAZENDA DE MINHOCAS

Uma das grandes lições que o Tomé Lotufo trouxe para o Curare (grupo de estudos de permacultura) foi o mote “Na permacultura, não basta ser ético, precisa também ser estético”. Na verdade, se não me engano, quem disse isso para ele foi o permacultor  Jorge Timmermann…
Nesta perspectiva planejamos uma horta urbana. O desafio era o de, além de funcional, ser agradável como um jardim e suspensa para facilitar seu manejo.
Untitled 1Optamos por um design de canteiros chave-fechadura interconectados como que num inicio de mandala e tijolos sobrepostos para edificar as paredes. Desta forma, o canteiro, além de estável, é facilmente desmontado.
Vale comentar que esta técnica é uma ótima opção para intervenções em locais temporários. Basta achar uma caçamba com tijolos de demolição e outra com as podas do bairro. Abaixo uma foto de uma hortinha experimental feita numa garagem por meio da técnica de canteiro instantâneo e tijolos sobrepostos que, após dois anos, foi totalmente desmontada permitindo ao local voltar a ter a “nobre”  função de receber os carros esporádicos de visitas…
Untitled 1
De volta ao projeto…
Os contornos orgânicos da horta permitem uma melhor utilização da área sem precisar se locomover para o manejo ou colheita. O substrato utilizado para preencher o canteiro foram as podas, galhadas e papelão achados pelo bairro. Foi possível triturar boa parte da madeira, o que facilita a incorporação de micorrizas no solo e consequentemente gera uma super parceria nutricional com as plantas. é quase que um “hulgekultur” (técnica para climas temperados) urbano otimizado.
IMG_1485No caso dividimos a horta em 4 quadrantes para promover uma sequencia de cultivo. após cada rodada, completavamos com mais poda… Assim, nosso jardim comestível além de alimento passou a produzir solo de altíssima qualidade.
Assim que o jardim começa a rodar, as oportunidades de tornar aquele ambiente cada vez mais sistêmico vão surgindo e empolgando os envolvidos… É o “olhar permacultural” fazendo efeito.
Criar solo é buscar resiliência para seu micro ecossistema… Literalmente novas interações daquele local vão se apresentando e empolgando.
E como as relações jardim-cozinha são muito fortes, o próximo passo inevitavelmente é o de transformar os restos orgânicos em adubo. No caso urbano, as minhocas são das melhores aliadas que podemos obter. Não é cachorro, peixinho nem gato… uma fazenda de minhocas é o melhor “bichinho de estimação” que podemos ter! Simbiose perfeita…
Untitled 1Basta um “potinho das minhocas” ao lado da pia e um cantinho para alocar a fazenda… Não tem erro, e quando você menos esperar, já vai estar levando as visitas para conhecer as “suas minhocas” e  até dando dicas de como montar uma (inclusive com materiais reciclados) ou quais cuidados se deve ter para obter o melhor húmus possível, como utilizar na horta… No fim, cada convidado vai acabar saindo com um potinho de minhocas, um pouco de húmus e uma saladinha orgânica de presente…
E também é um dos melhores presentes de casamento que existem… mas aí tem que ser personalizado!
[foto]
Enfim…
Bora produzir alimento e criar solo de forma ética e estética,
Bora Permaculturar!
Untitled 1
Fonte:Autor: joaonabao borapermaculturar.wordpress.com

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