O reflorestamento é essencial para a recuperação dos mananciais de São Paulo, informou o Instituto de Pesquisas Ecológicas. Segundo o órgão, são necessárias 35 milhões de novas árvores apenas no entorno do Sistema Cantareira.
A região é cheia de nascentes e, com menos vegetação, há menos água. Empresas e ONGs tentam ajudar no reflorestamento. O consórcio responsável pela construção da Linha 6-Laranja do Metrô, por exemplo, plantou 6 mil mudas em Joanópolis, a 120 km da capital, para compensar os danos da obra.
“Essas 6 mil mudas representam uma área pequena, mas é necessário a gente começar de algum lugar porque estudos dizem que só um quarto das áreas ciliares aqui do Cantareira está protegida”, disse Roberto Resende, presidente da Iniciativa Verde.
O verde ajuda de duas formas: retém a água, deixando o solo mais úmido, e cria os chamados “rios aéreos”. “Uma árvore grande, em média, ela transpira, ela joga para fora, em forma de vapor, cerca de 400 litros de água por dia”, disse Marcos Buckeridge, professor de botânica da Universidade de São Paulo (USP). “Isso cria rios aéreos, que existem tanto em cima das cidades como das florestas.”
Esses rios aéreos viram chuva e enchem os mananciais. Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) são categóricos: o reflorestamento é essencial para o fim da estiagem. “O fator estabilizador é a rearborização“, disse Paulo Nobre, pesquisador do órgão. “Então esse é um investimento que não se justifica não ser feito.”
Governo do estado informou que ampliou o programa de recuperação dos mananciais e que plantou mais de 1 milhão de mudas no Sistema Cantareira para compensar as obras do Rodoanel Mario Covas.
Fonte: http://g1.globo.com/

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